quarta-feira, abril 25, 2018

25 de abril sempre!


25 de abril sempre!


https://youtu.be/umatsLVKggw


Zeca Afonso (1929-1987)

Grândola, Vila Morena
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Na comemoração dos 40 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974.

A canção foi originalmente gravada no álbum Baladas de Coimbra (EP II), em 1963, de José Afonso.[ É o tema fundador do canto político em Portugal, assumido como instrumento de combate cultural e cívico em tempo de censura e um símbolo da resistência contra o fascismo. Estava lá tudo dito e, por isso, não podia ser dito. Foi uma das canções-senha do Movimento das Forças Armadas (MFA).

José Afonso tentou comunicar valores e ideais, utopias e mensagens libertadoras, ansiou por um Portugal sem tabus, sem ter de calar o valor da liberdade, pelo que se tornou num vulto histórico, num modelo de afronta na luta contra o regime. As suas canções premeiam uma veia criadora, intensamente preocupada com causas humanas e sociais e são exemplo de ação e de luta constante, objetivando provocar a agitação e a mudança, contra o marasmo fomentado por um regime que necessitava de ser questionado e, por fim, substituído.

A letra de "Os Vampiros” recuperou, ao fim de cinquenta anos, total atualidade perante desmandos cometidos, com obediência e prazer, por ordem de fortes poderes externos. A canção é uma poderosa chamada de atenção para que nos recordemos que seremos sempre capazes de vencer os vampiros de hoje, os governantes que nos exauriram com austeridade ilegítima e forçada, e que ficam escandalosamente impunes às ilegalidades praticadas. "Eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada", assim relata o refrão. É uma canção intemporal. José Afonso foi o principal músico, compositor e cantor de intervenção em Portugal. Tornou-se um símbolo da resistência democrática contra a ditadura que dominou o país entre 1933 e 1974. Algumas das suas canções foram proibidas pela censura e os discos aprisionados.[9] Os grandes criadores, é sabido, costumam ter a capacidade de antecipar em décadas ou mesmo em séculos aquilo que depois passará a fazer parte da vida e da História. Os UHF lembram que foi a canção-política que uniu as vozes e as vontades com o quotidiano dos civis e militares que fizeram a mudança em 1974 apesar de me faltar conhecimento adoro esta balada portuguesa.

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