xoves, xullo 12, 2012

NÓS-Unidade Popular, com o povo trabalhador galego e contra as constantes agressons do capitalismo espanhol

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O papel de extorsom permanente que o Estado espanhol joga em relaçom à Galiza e ao seu povo trabalhador fica mais claro em tempos de crise como os que vivemos. A sucessom de medidas antipopulares, dirigidas a manter os privilégios dos mais poderosos frente aos direitos fundamentais da imensa maioria, situa os governos espanhóis (primeiro do PSOE, agora do PP) como ameaça permanente para a maioria social galega.

NÓS-Unidade Popular identifica-se com essa maioria agredida sobre a qual os verdadeiros donos do atual sistema capitalista, que nom som os governantes e sim quem os financia, estám a carregar os custos de umha crise provocada polo próprio capital como conseqüência dos limites desse modo de produçom e polo seu afám de manter os seus lucros a qualquer custo.

Dentro da sucessom de medidas regressivas contra o nosso povo que se venhem impondo desde que o PP chegou ao poder (como antes já começara a fazer o PSOE), ontem mesmo assistimos ao anúncio de algumhas dirigidas, novamente, contra os setores mais desprotegidos nesse regime espanhol de livre mercado capitalista.

A reduçom da proteçom dos desempregados e desempregadas, a importante subida do IVA e o corte nas ajudas da área de dependência representam, em primeiro lugar, um novo e flagrante incumprimento do programa eleitoral e das promessas do PP que, mais umha vez, demonstra que o valor da palavra dos políticos burgueses é igual a zero.

Porém, o mais importante é que essas medidas representam também umha reacionária conceçom política que se situa, claramente, do lado dos privilegiados, que socializa os custos da crise atual entre os mais pobres e que evita qualquer medida tendente a reduzir umhas desigualdades cada vez mais profundas. É o capitalismo neoliberal despido e em estado puro.

No caso do aumento do IVA, estima-se em 500 euros o custo imediato por família da subida anunciada, umha subida generalizada que nom distingue níveis de renda e que, portanto, é claramente discriminatória para as mais baixas.

Os desempregados e desempregadas perderám em torno de 1.800 euros nas prestaçons a partir do 6º mês, no que supom um roubo descarado de um dinheiro e de uns direitos resultantes das quotizaçons com que todas as trabalhadoras e trabalhadores garantíamos umha mínima cobertura aos que ficam sem emprego.

A todo o anterior, devemos acrescentar a supressom de umha das duas pagas e de dias de folga a que os funcionários e funcionárias públicas tenhem direito, que vem somar-se ao aumento de horas e às reduçons salarias de que venhem sendo alvo nos últimos anos.

Outras medidas incluídas na série apresentada ontem por Mariano Rajoi incidem na mesma linha e venhem confirmar que, como a porta-voz do executivo espanhol tinha anunciado pouco depois da vitória eleitoral, estamos só no “início do início”. Já daquela sabiam bem que as promessas eleitorais eram águas de bacalhau e que começava umha ofensiva planificada para desmentelar o chamado Estado de Providência ou Bem-Estar. Por trás desse objetivo nom está unicamente o governo de Rajoi: estám principalmente o grande capital espanhol e a troika (Comissom Europeia, Banco Central e Fundo Monetário Internacional).

É a esse desmantelamento planificado que assistimos, que conduzirá ao empobrecimento generalizado e ao endurecimento das condiçons de vida num capitalismo senil sem mais expetativas que manter os privilégios da classe dominante a qualquer preço. Depois do capítulo de ontem, virám outros, como já vimos e continuamos a ver na Grécia e Portugal.

Só umha mudança significativa na resposta coletiva dos setores afetados polas agressons do grande capital poderá deter a ofensiva a que fazemos referência. É preciso organizar sem pausa essa resposta em cada setor do movimento popular, a nível social, sindical, político… porque somos maioria e, organizados e organizadas, somos mais fortes.

A agudizaçom da luita de classes exige umha contraofensiva que vaia além da alternáncia eleitoral, que já se demonstrou como inútil. Nengumha das forças eleitorais reformistas empenhadas em humanizar o capitalismo som umha verdadeira alternativa ao atual sistema. Temos que avançar num projeto revolucionário, liderado pola classe trabalhadora, que derrube o atual regime e faga da Galiza umha República Socialista, soberana, realmente democrática, livre de capitalismo e de patriarcado.

É preciso construir amplas alianças de base com esse horizonte estratégico. Essa é a aposta em que NÓS-UP está empenhada.

Espanha é a nossa ruína!

Avante a luita contra o capitalismo e a crise!

Nem Espanha, nem Uniom Europeia, nem FMI!

Independência, socialismo e feminismo!

Direçom Nacional de NÓS-Unidade Popular

Galiza, 12 de julho de 2012


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Enviado por:
NÓS-Unidade Popular NÓS-UP
-nosup.imprensa@gmail.com-
12 de julho de 2012 17:07

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