sábado, fevereiro 20, 2016

A caça, ... Por Lupe Ces

Por Lupe Ces [*]
20.02.2016

Sam Valentim e as trampas do amor, do amor-morte. Trampas mortais. Porque ti só lhe concederas falar, falar mais umha vez. Falar, “que nom fai mal a ninguém”, e ali tinhas aos teus filhos, por se passava algo... As trampas do amor, as trampas do amor-tramposo. Depois do duro que foi cair na conta de que te equivocaras, mais outra vez, as trampas do amor-veleno. E ti só querias estar bem, sentir-te bem, amor-seguro, amor-confiança, amor-apoio, amor-cumplicidade, amor-livre...

Agora se laiam? Laiam-se os ouvidos que ouvirom? As mentes que pensarom? Laiam-se as linguas que nom che advertirom? Os braços que nom te protegerom? Os corpos que nom o impedirom? As mentes que sabiam que ia passar e nom o impedirom? Laiam-se ou vam lamber as feridas dos teus filhos? Laiam-se ou miram de esguelho o teu corpo rebentado, mentres em Becerreá ainda soam os golpes de tambor da caça?

Nota.- Ana Gómez Nieto foi assassinada em Becerreá o 11 de Fevereiro de 2016.

Publicado nos xornais Sermos Galiza (15.02.2016) e Praza Pública (16.02.2016).

[*] Lupe Ces Rioboo -Caranza Ferrol 1958, é mestra, activista social, integrante da Marcha Mundial das Mulleres e da Rede Social de Ferrol Terra. Forma parte do Consello Editorial de Altermundo e do Colectivo Ártabra 21. Participa nas Marchas da Dignidade. Blogue persoal: Caranza free opiniom.

Enviado por:
Lupe Ces
-lupeces@gmail.com-
15 de fevereiro de 2016 00:49
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